quarta-feira, agosto 03, 2011

Qual o objetivo das demonstrações contábeis?

Todos sabem qual é o objetivo da publicação das demonstrações contábeis? A quem se destinam aqueles grandes números que estão estampados nos grandes jornais? Qual o verdadeiro sentido de se publicar informações sobre a “Saúde”, de uma grande empresa?
As perguntas acima são feitas por aqueles que apreciam a leitura de um bom jornal, porém são leigos em matéria de contabilidade. Para ajudar a você leitor, vou explicar de forma simples a essência das demonstrações contábeis, a quem se destinam e como podem ajudar a você no dia a dia.
Vamos iniciar pelo Balanço Patrimonial, a informação mais falada por todos.

Balanço Patrimonial: É a informação estática do Patrimônio de uma entidade sendo divida entre o Ativo e Passivo. A essência das informações do Ativo consiste nos valores que tenho no meu “bolso”, (Caixa e Bancos), os valores que “terceiros me devem”, (Clientes), Coisas que comprei para vender, (Estoques), aquilo que comprei sem expectativa de venda e que me ajudam a gerar receita, (Imobilizado). Já o Passivo é representado por tudo àquilo que tenho a pagar, como os (Fornecedores), que forneceram o “Produto que vendo”, como a minha dívida com aqueles que me ajudaram a criar um resultado, (salário), ao governo “meu Sócio” na distribuição de Lucros ao qual chamamos de (tributos a pagar), e por fim os resultados obtidos pela empresa bem como o Capital dos sócios o qual são representados no Patrimônio Liquido.

Agora vamos falar um pouco sobre a famosa DRE (Demonstração de Resultado do Exercício).
Demonstração de Resultado do Exercício: É o demonstrativo que evidencia o resultado econômico de uma empresa em um determinado período. É composto pelos valores ao qual consegui negociar minhas mercadorias (Receita), deduzido de tudo aquilo que vou fazer uma doação ao governo pelo meu trabalho (Tributos incidentes sobre a venda), bem como aquilo que vendi e recebi de volta (Devolução). Após esse primeiro calculo chego ao meu Lucro Bruto. Para dar continuidade a demonstração, também será deduzida as despesas que foram necessárias para a geração do meu lucro, (Despesas Operacionais), bem como as outras (despesas operacionais). Assim chego ao Lucro Liquido aquele que vai servir como base de calculo para ser dividido novamente ao governo.

Uma demonstração que é pouco conhecida mais que gera uma grande informação é a DMPL (Demonstrações da Mutação do Patrimônio Liquido). A demonstração evidencia as modificações que ocorreram nos períodos no patrimônio liquido da empresa, por meio de reservas, ajustes, dividendos e o Lucro do Exercício.

Já a DFC (Demonstração do Fluxo de Caixa), com o advento da lei 11.638/07, passou a fazer parte das demonstrações contábeis, entrando no lugar da DOAR. A DFC evidencia a geração de caixas da empresa, tanto pelas atividades de investimento, quando pelas atividades de financiamento e as operacionais da empresa.

Para finalizar o ciclo de explicações sobre as demonstrações contábeis, vamos falar um pouco sobre a DVA (Demonstração do valor adicionado), essa demonstração veio para evidenciar como foram destinados os resultados da empresa. Em um cenário global, a demonstração se torna fator chave para o setor publico, a demonstração se torna parâmetro para as decisões em incentivar empresas a se instalarem nos municípios.

Todas essas demonstrações ao final de um exercício são apresentadas juntas e explicadas por meio das famosas “Notas Explicativas”, ao qual irá demonstrar as praticas contábeis, as estimativas e demais explicações a cerca do patrimônio e do resultado da empresa.

Após a sucinta explicação decorrente as demonstrações contábeis, visualizamos que as informações geradas podem ser destinadas aos diversos tipos de usuários, como por exemplo: Os investidores, fornecedores, clientes, funcionários, bancos, advogados, administradores e especialistas das demais áreas.

No dia a dia as informações podem ser de fator fundamental a qualquer cidadão, como por exemplo: A compra de um veículo, “É importante saber a saúde da empresa, se existem informações em Nota explicativa sobre a saída de linha de algum veiculo”. Como também a compra de um imóvel: “Será que a construtora tem Capital suficiente para lentar o apartamento que estou comprando na Planta?”

Também é importante para fornecedores e clientes a informação, pois quem vende quer saber se irá receber o contas a receber que foi gerado, quem comprou precisa saber se o produto é estável e existem peças para substituição no mercado.

Os demais usuários, como bancos, investidores, advogados entre outros tem os diversos interesses que se tornam comuns, quando se trata de informação que pode afetar os seus interesses financeiros.

terça-feira, agosto 02, 2011

As 3 vantagens do pinguim sobre o pato !!!

Exceto o pato Donald, é muito raro vermos patos sendo aclamados pela sociedade. Inclusive, citamos o pato como exemplo de quem mandou mal “Fulano foi pato naquela negociação”. Em compensação, o pinguim é praticamente um herói mundial (Madagascar, Happy Feet, Tá dando onda, etc.). Até quando é vilão do Batman o pinguim é um bicho maneiro.
E o que isso tem a ver com empreendedorismo?
O pato tenta nadar, voar e andar, mas não faz nada direito. O pinguim por outro lado, não voa e é todo desengonçado andando, mas tem um foco muito claro: ser um especialista na água. Essa especialização o torna muito mais eficiente na hora de buscar seu alimento.
Vantagens do pinguim sobre o pato
Não adianta disfarçar
1. Ser especialista torna mais fácil “vender o seu peixe”
Façamos um rápido exercício. Pense em 5 coisas do mundo, qualquer coisa.
Agora, pense em 5 coisas que estão na sua geladeira.
Aposto que foi muito mais fácil pensar em coisas na geladeira do que em qualquer coisa no mundo. Isso também acontece na hora que alguém pensa em te contratar.
É difícil enxergar a aplicação de um serviço que “faz tudo”. Porém, se você resolve muito bem algo específico, é de você que as pessoas vão lembrar quando tiverem essa demanda.
2. Especialização significa ter um diferencial
Se você resolve “mais ou menos” qualquer problema que eu tiver, por que eu pagaria caro por esse serviço? Pra resolver “mais ou menos” eu consigo facilmente contratar outra pessoa ou então eu mesmo resolvo.
O especialista é aquele que é chamado quando “o bicho pega” e ninguém mais conseguiu resolver esse pepino. Ou seja, sua hora de trabalho vale muito mais.
3. Uma equipe de especialistas vale mais do que uma equipe de generalistas
Imagine um time de futebol em que todos os jogadores defendem, chutam e tocam a bola de forma mais ou menos. Agora coloque esse time contra o glorioso Bahia, que tem um paredão na defesa, um meio de campo expert em fazer a conexão e um ataque matador.
Numa empresa ideal a estrutura é parecida com a do Bahia em que cada um tem a sua função e a executa perfeitamente, em prol de um objetivo comum. A Apple por exemplo, tem várias linhas de produto, mas sempre dentro do seu foco: bens de consumo eletrônicos.
Alguém consegue imaginar a Apple fazendo bolas de futebol ou sorvetes?
Porém, não confunda especialização com ignorância
Mais do que ser especialista ou generalista, o que importa é resolver o problema até o fim. Isso quer dizer que é necessário o mínimo de habilidades em outras áreas. Se o pinguim não andasse, como ele chegaria até a água?
Não adianta você se especializar em vendas, via internet, de sabonetes de morango, para descendentes de irlandeses, que moram em Niterói, sem entender os conceitos gerais de estratégia e marketing.
Conhecer os fundamentos básicos é essencial em qualquer profissão. Lembre-se sempre de Daniel San aprendendo karatê.
Abraços,
Millor Machado (entusiasta dos pinguins, e do glorioso Baêa)
Obs.: Esse artigo foi patrocinado pela Funenseg. Isso significa que recomendamos seu curso como um exemplo, mas não há interferência no conteúdo do artigo. Confira nossa forma de trabalhar com posts patrocinados no artigo Conteúdo útil para empreendedores em primeiro lugar.

5 dicas para ouvir seu cliente na hora de vender !!!

A dica de hoje foi dada por Filipe Iorio no seu blog Empreende.
  1. Motivação, atenção e interesse: Entre de cabeça na conversa ou negociação. Esteja motivado para ouvir!
  2. Ficou com dúvida? Interrompa e pergunte! Peça para repetir, explicar melhor.
  3. Dê feedback. Nada mais chato do que você estar falando com alguém e a pessoa não expressar nenhuma reação de concordância, resistência, ou até mesmo, discordância. O feedback não precisa necessariamente ser algo falado, a expressão corporal nos ajuda muito nesta ocasião.
  4. Observe além do que está sendo falando. A comunicação não verbal é, em alguns casos, até mais importante do que o que está sendo dito. Segundo pesquisas realizadas por James Kouzes e Barry Posner, somente 7% do impacto da comunicação é passado pela fala. Já as expressões não verbais contribuem com 55% da mensagem que se quer dar. Os 38% restantes ficam por conta das características vocais do emissor.
  5. Cuidado com interrupções quando a outra parte estiver falando. Não troque de assunto repentinamente, pois pode refletir desinteresse no que a outra parte estava dizendo.
Vemos que são ações simples que podem render frutos satisfatórios em uma venda ou negociação. Por isso, coloque-as em prática.