segunda-feira, agosto 29, 2011

Como nascem as grandes empresas !!!


Não sei vocês, mas eu sempre tive muita curiosidade em saber como grandes impérios eram criados. Depois de um tempo, não apenas li sobre o surgimento de mega corporações como também descobri que normalmente há um padrão de crescimento de empresas.
Se você pretende mudar seu status de maluco com uma ideia (empreendedor iniciante) pra gênio visionário (empresário bem-sucedido), confira as 6 etapas necessárias pra que isso aconteça.
Como nascem as grandes empresas
Todo gigante já foi pequeno um dia
1. Concepção
Esse é o ponto em que você teve uma ideia genial e tem certeza que ela irá mudar o mundo.
Nessa etapa você tem basicamente 2 preocupações:
  1. Construir seu produto
  2. Conseguir capital suficiente pra que seu projeto não morra antes de ver a luz do dia
2. Sobrevivência
Na hora de desenvolver seu produto vale a pena ter 2 coisas em mente:
  1. Ele irá demorar mais do que o esperado para ficar pronto
  2. As vendas iniciais serão menores do que você espera
A maior preocupação nessa etapa é colher feedbacks dos primeiros clientes, melhorar seu produto e chegar a um modelo de negócios que seja capaz de garantir sua sobrevivência e te dar lucro.
3. Estabilização
Se você chegou até o ponto em que sua empresa dá lucro e sua preocupação passa de sobrevivência para expansão, parabéns! Você está em um lugar onde muitos empreendedores jamais chegaram, a lucratividade.
Na fase de sobrevivência sua empresa chegou a um modelo em que você faz alguma coisa e isso te dá dinheiro (modelo de negócios). Agora é uma questão de fazer isso mais vezes.
Nessa hora sua preocupação deixa de ser financeira (quem diria hein?) e passa a ser a contratação de pessoas capazes de executar seu modelo de negócios. É aqui que uma cultura empresarial forte e processos gerenciais bem organizados começam a fazer a diferença.
4. Crescimento
Depois de tanto trabalho, finalmente sua conta bancária está ficando bem gordinha e você sofre para atender a demanda de tantos clientes.
O lado bom é que magicamente você se torna uma pessoa mais bonita. A desvantagem é que pra que a empresa vá ainda mais longe, você ainda não poderá colher os frutos, já que eles serão usados para financiar a próxima etapa do crescimento.
5. Decolagem
Como já dizia Mufasa “Simba, chegou a hora que você deve ocupar seu lugar no ciclo da vida.”.
Na decolagem você irá expandir rapidamente sua presença em mercados maduros e irá estabelecer sua marca como referência no setor. Isso tudo exige uma grande quantidade de capital para seus esforços de marketing e contratação de pessoas.
6. Maturidade
Se você passou por todas as etapas anteriores, considere-se um vencedor.
A maior dificuldade de uma empresa madura é manter sua posição de liderança. É preciso tomar muito cuidado para não se acomodar e deixar de inovar.
Conclusão
Uma coisa que você deve ter percebido é que, cada vez mais, o empreendedor deixa de ser o cara que “coloca a mão na massa” pra ser um líder capaz de delegar tarefas.
Outra coisa importante é que planejamento é fundamental. Imagina só acordar um dia e falar “Opa! To na próxima etapa! E agora, o que faço?”. Por isso, ter conhecimento sobre liderança e gestão pode facilitar muito sua passagem por essas etapas.
Nessa área, recomendamos a Graduação Executiva em Processos Gerenciais da Anhembi Morumbi, que conta com professores experientes e inseridos no mercado.
O mais legal desse curso, além da flexibilidade na escolha das matérias, é o fato de ser focado em pessoas já com certa experiência no mercado (turmas exclusivas para pessoas acima de 24 anos), o que permite um grande networking e o surgimento de oportunidades.
A Graduação Executiva conta com grande flexibilidade de horário, o que te possibilita montar seu horário de acordo com sua agenda e capacidade financeira.
Abraços,
Millor Machado (ansioso para levar a Empreendemia até as próximas etapas)
Obs.: Esse artigo é uma adaptação da aula “Managing Business Growth” de Dennis Ceru, professor do Babson College.

Perguntas ao especialista: Liderança jovem !!!


José FredericoJosé Frederico Lyra Netto – Presidente do Vetor Brasil
Engenheiro mecatrônico pela Unicamp. Na universidade foi presidente da Mecatron (empresa júnior), presidente da Brasil Júnior (Confederação Brasileira de Empresas Juniores) e membro titular do Conselho Nacional de Juventude do governo federal.
No Vetor Brasil, é responsável pela estratégia e coordenação geral dos trabalhos, sendo também coordenador dos planos de desenvolvimento para as cidades de Araguaçu e Palmas/TO.
O Vetor Brasil tem como carro-chefe o empreendimento Vetor Cidades, em que são feitos planos de desenvolvimento para que municípios alcancem altos patamares de qualidade de vida. O primeiro projeto foi feito com a cidade de Araguaçu-TO e em julho foi iniciada a montagem de um plano para a capital do Tocantins, Palmas.
Quais as principais diferenças entre a gestão de uma empresa convencional para uma organização focada no bem estar coletivo?
As principais diferenças estão na gestão dos incentivos que levam as pessoas a trabalhar em cada tipo de organização. Segundo Steven Levitt (Universidade de Chicago), pessoas são motivadas através da ponderação de três incentivos – o financeiro, o social e o moral.
Creio que o primeiro seja o principal em empresas convencionais; já em organizações focadas no bem estar coletivo, os incentivos social e o moral são os principais. Isso modifica o perfil dos membros, mudando também a forma de cobrança em cada um dos casos.
No mundo empresarial o resultado é medido por vendas, como é essa medição para uma organização social?
Organizações sociais ou públicas medem o quanto seu trabalho impactou no público alvo.
No Vetor Brasil, dentro do empreendimento de planos para cidades, o resultado será medido pelo crescimento do PIB do município, aumento do IDH, melhora do coeficiente de Gini (indicador de desigualdade social) etc. É uma questão de buscar medir o aumento do bem estar do público que está sendo trabalhado pela organização.
Como o Vetor Brasil atrai talentos para trabalhar voluntariamente?
O Vetor Brasil tem buscado jovens que tenham talento/diferencial em suas áreas e que sejam alinhados com o nosso propósito de querer mudar o país, deixar sua marca. E isso é que o atrai pessoas para o Vetor – além de benefícios como contatos com referências públicas e empresariais.
Tenho a impressão de que há muitos que anseiam em contribuir para o país, mas que não conhecem um caminho para isso. Quando apresentamos o grupo, que ainda é incipiente e em fase piloto, vemos uma atração grande pela “causa”: pela possibilidade de fazer a diferença de um modo pragmático, ousado, mas que preza por uma preparação.
Quais são as características que você acredita que levem uma pessoa a sair do lugar em prol de uma causa?
Ambição, alinhamento com a causa e a massa crítica propulsora.
A ambição é imprescindível, e não enquanto qualidade negativa, mas a ambição de vencer, de se superar, de realizar os sonhos.
O alinhamento com a causa é análogo ao alinhamento com a visão de uma empresa: quanto mais alinhado o profissional, mais motivação ele terá para trabalhar para alcançar esta visão. A história já nos mostrou uma infinidade de pessoas que até morreram por acreditar em um país, em um líder e principalmente em um ideal – como a liberdade ou a democracia.
Finalmente, a causa em questão deve ter adeptos suficientes para criar uma massa crítica de pessoas – com isso, uma reação em cadeia acontece. Apesar da intenção de “sair do lugar”, algumas pessoas precisam que seus contatos, relacionamentos e referências também tenham essa vontade e o “empurrem”.
Qual a sua dica para o jovem empreendedor que queira desenvolver sua liderança e fazer diferença para o país?
Ser empreendedor já é uma ótima maneira de mudar o país – seja por inovação, geração de renda ou influência positiva na sociedade. Mas isso isoladamente não é suficiente. Acredito na necessidade de um pacto entre todos os setores – em algum momento alguns terão que fazer algum esforço para que todos possam ganhar em conjunto. A articulação entre empresários, políticos e profissionais do terceiro setor é essencial para a propagação do impacto. O jovem empreendedor deve fazer parte de discussões, projetos etc. com os outros setores.
Em relação à liderança, apenas uma dica pessoal: uma boa liderança se inicia com uma boa visão – uma visão simples, forte e motivadora, seja em uma empresa, organização do terceiro setor ou no próprio governo. A capacidade de passar esta visão às pessoas é o primeiro e um dos mais importantes passos da liderança.

Quem quiser saber mais sobre o Vetor  Brasil, mande um e-mail para josefredericoln@gmail.com

sexta-feira, agosto 26, 2011

5 perguntas ao especialista: Planejamento financeiro pessoal !!!



Inaugurando a sessão: Perguntas ao especialista, tenho a honra de disponibilizar para vocês a entrevista que fiz com Rodrigo Bussab sobre a importância do planejamento financeiro pessoal.
Rodrigo é formado em Administração de Empresas com especialização em Marketing pela EAESP/FGV e MBA em Marketing de Serviços com foco em Comunicação pela ESPM. Tem experiência de mais de 10 anos em Planejamento Financeiro.
Como executivo contratado, ocupou posições gerenciais nas áreas de Negócios (Comercial e Marketing) em empresas nacionais e internacionais. Em destaque:
» Nacional Seguros (hoje Unibanco),
» MONY Consultoria (empresa do grupo AXA Financial),
» HQ Escritórios Virtuais (hoje Infinity),
» Família Schürmann
» Fellipelli Desenvolvimento Humano
  1. Qual a importância do empreendedor ter um bom planejamento financeiro?
    A vida pessoal do empreendedor está extremamente ligada à vida da empresa. Só que a pessoa física deve ter um tratamento independente da pessoa jurídica, embora esta seja provedora daquela. Por exemplo, você pode estabelecer que a sua empresa cresça 20% ao ano e que em 5 anos esteja com um faturamento de R$20 milhões por ano. Já seus objetivos pessoais podem girar em torno do objetivo de ter uma vida digna depois do período produtivo, traduzindo, uma aposentadoria sem depender de ajuda de ninguém.
    Assim como você contrata um especialista em TI para montar o parque tecnológico da sua empresa, um outro para cuidar da segurança, um outro para a contabilidade, você tem que delegar os cuidados com sua vida financeira pessoal para um especialista. Porque com tanta coisa para cuidar, muitas vezes nossos planos ficam de lado.
  2. Que tipos de serviços existem na área?
    O consultor deve ter ferramentas para atuar em 3 frentes:
    • Acumulação de Patrimônio – geralmente a fase da vida aonde estamos gerando renda proveniente do trabalho. Todos nós (ou 99,9%) precisamos de mecanismos que disciplinem a poupança de um pedaço daquilo que geramos;
    • Proteção de Patrimônio – o resguardo que o provedor ou provedora devem ter durante o caminho da realização do seu sonho financeiro. E se durante a formatação de um patrimônio o provedor morre? Como fica a família?
    • Sucessão do Patrimônio – para aqueles que já estão na fase de usufruir da montante acumulado durante sua vida produtiva. Como cuidar para viverem com dignidade depois que diminuem ou cessam os rendimentos provenientes do trabalho?
  3. Quais são as habilidades que um bom profissional da área precisa ter?
    • Pensamento estratégico;
    • Visão global;
    • Diagnóstico de informações;
    • Análise e interpretação;
    • Elaboração de plano financeiro pessoal;
    • Identificação de oportunidades;
    • Discernimento de produtos e serviços mais adequados para cada situação;
    • Acompanhamento e orientação na implementação de soluções.
  4. Algum material recomendado para quem quiser aprender mais sobre o assunto?
    Estou lendo um livro chamado “O Homem Mais Rico da Babilônia” de George S. Clason. Tem segredos de sucesso dos antigos babilônicos, os habitantes da cidade mais rica e próspera do seu tempo. São soluções sábias e atuais. Também gosto das publicações Mauro Halfeld e Gustavo Cerbasi para quem quer ter noções básicas.
  5. Quais são as dicas que o leitor pode aplicar desde já para um melhor planejamento das finanças pessoais e do empreendimento?
    • Ter um norte: Você precisa saber aonde quer chegar e com quanto dinheiro quer acumular naquele momento. Isso exige cálculos de um especialista. Um consultor financeiro pode ajudá-lo no início e durante a execução do plano, no sentido de corrigir o rumo ao longo desta jornada, porque as pessoas mudam, o mundo muda, os negócios mudam.
    • Gastar menos do que ganha: Parece obvio, mas o ser humano tem uma incrível queda por descobrir aonde pode gastar aquele dinheiro que está sobrando. O mundo moderno nos induz ao consumo desenfreado. Preste atenção quantas vezes você pronuncia (ou ouve pronunciar) a frase “eu preciso comprar”.
    • Guardar 10% de tudo que ganha: Se você hoje gasta 100% do que ganha, procure viver a 90%. Ninguém fica rico sem sacrifícios.
    • Ter um plano B: Se você fez um plano de 15 ou 20 anos para você ou sua família, tem que se precaver contra uma morte repentina, ou contra uma invalidez. Contrate um bom seguro de vida e viva tranqüilo.
Se você tem dúvidas a serem mandadas para o Rodrigo, por favor poste nos comentários ou mande para millor@empreendemia.com.br. Abraços!
Millor Machado (por empreendedores que saibam como ficar ricos)