sexta-feira, agosto 12, 2011

Presidente do CFC avalia o Exame de Suficiência !!!

12/08 - Os bacharéis em Ciências Contábeis e os Técnicos em Contabilidade que ainda não possuem registro profissional em CRC (Conselho Regional de Contabilidade) já podem se inscrever para a segunda edição do Exame de Suficiência de 2011. As provas acontecerão em todo o Brasil no dia 25 de setembro de 2011. Em entrevista ao CRC SP Online, o presidente do CFC (Conselho Federal de Contabilidade) Juarez Domingues Carneiro espera que o desempenho dos futuros profissionais seja melhor em relação ao que foi apresentado no primeiro Exame, que ocorreu em 27 de março de 2011, quando menos da metade dos candidatos, em todo o País, conseguiram aprovação.


Qual a sua avaliação sobre o primeiro Exame de Suficiência?
Infelizmente, a avaliação refletiu uma realidade dura e cruel, mas que deve ser encarada de frente. Na maioria dos casos, as instituições de ensino superior não estão formando pessoas com o mínimo de conhecimento necessário para exercer a profissão contábil. Esse cenário deve servir de alerta, uma vez que o Brasil possui mais de 1.200 instituições de ensino superior voltadas para a Contabilidade. Isso mostra que houve uma proliferação muito grande desses cursos. O Exame de Suficiência surgiu para mostrar que devemos nos preocupar muito em avaliar o modelo de ensino no País, revendo, primeiramente, as disciplinas e preparando melhor o corpo docente.

Como o senhor analisa o processo de desenvolvimento da Contabilidade?
As mudanças na área começaram a ocorrer muito rapidamente e foram aceleradas devido ao processo de convergência das normas aos padrões internacionais. Hoje, há uma preocupação muito grande por parte das empresas e organizações, independentemente do porte, com a área contábil. Todos sabem que se as informações da Contabilidade não forem trabalhadas de uma maneira séria, correta e transparente, haverá problemas futuros.

Como o Exame vem sendo recebido pelos profissionais da área?
Hoje, já existe uma preocupação crescente por parte das instituições quanto à qualidade de ensino, uma vez que a ausência das avaliações deixava tudo muito “livre”. Temos faculdades e cursos técnicos com excelente qualidade, mas algumas não estão no mesmo patamar. Acredito que o Exame de Suficiência é importante para que essas instituições saibam quando é necessário investir em treinamento, atualização e um quadro de professores mais qualificados, por exemplo.

O Exame de Suficiência trouxe valorização para a categoria?
Na primeira etapa do Exame de Suficiência, de 2000 a 2005, houve grande aceitação por parte dos Contabilistas. De um modo geral, a avaliação é bem vista pela classe. Temos observado maior preocupação por parte dos estudantes e eles mesmos veem a prova como uma forma de valorizar mais ainda a Contabilidade. E quanto mais valorizada estiver a profissão, consequentemente mais demanda de trabalho haverá para os profissionais.

A sociedade brasileira está vendo o Contabilista de uma maneira diferente?
Sem dúvida. Hoje, há bem mais credibilidade nos Contabilistas, não somente da parte da sociedade, mas também das instituições de ensino, das empresas da iniciativa privada, do poder público. Devido ao fato do mundo estar enxergando a profissão de uma maneira diferente, é necessário que todos os profissionais da Contabilidade analisem com cuidado esse novo cenário, procurando se adequar da melhor maneira e o mais rápido possível. Aqueles que não tiverem esse conceito, que não analisarem a profissão com a grandeza que ela tem, estarão fora do mercado de trabalho, já que a classe começa a contar com profissionais bem preparados e qualificados.

Os 8 tipos de inteligência !!!

A dica de hoje foi dada por Sylvio Ribeiro no blog Pequeno Guru.
Se você procurar no Google “tipos de inteligência” vai achar alguns com 7, 9 e até 32 tipos… eu irei listar as 8 propostas pelo professor de Harvard, Howard Gardner, em sua “teoria das inteligências múltiplas”. Organizei de um modo diferente, personificando cada uma delas. Veja se você consegue se identificar com algum:
  1. O linguista: tem facilidade em se expressar de forma tanto verbal como escrita, escolhe bem as palavras, consegue simplificar questões complexas. É evidente em vendedores talentosos, escritores e consultores. Nas crianças, pode ser encontrado naquelas que perguntam muito ou gostam de ler.
  2. O lógico-matemático: tem facilidade com números, quantidades e possuem raciocínio lógico — como causa e efeito. São os famosos lado-esquerdo do cérebro e mais associados ao QI tradicional. Evidente em engenheiros, programadores, físicos e contadores.
  3. O artista: tem facilidade em desenhar, medir, grandes noções espaciais. É uma pessoa basicamente visual, grava imagens, cores e formas facilmente. Mais evidente em pintores, desenhistas, estilistas, arquitetos, designers e pilotos.
  4. O músico: tem a capacidade de discernir o tom, timbre, entonação e ritmo. Consegue identificar, reproduzir e criar sons com facilidade. Mais evidente em… músicos, claro.
  5. O habilidoso: é o atleta.  É bom em atividades motoras e que exijam muito do corpo. Ele também possui bom timing e equilíbrio entre corpo e mente. Mais evidente em atletas, inventores, dançarinos, artistas-marciais e atores.
  6. O naturalista: quando criança é aquela que gosta de ciência, adora colocar a mão na terra e brincar com todos os tipos de animais. Tem facilidade em diferenciar espécies e vários tipos de coisas. Acredita-se que bons empreendores possuem alta inteligência natural e que ela o ajude a identificar as necessidades dos consumidores e oportunidades de mercado.
  7. O auto-conhecedor: é a pessoa que está sempre em busca de se conhecer melhor, avaliando seus objetivos e analisando suas emoções. Se conhece muito bem e utiliza esse conhecimento para conhecer  e influenciar os outros, além de  planejar ou criar estratégias.  Tem grande interesse em conhecer o ser-humano. Presente em grandes líderes, conselheiros, psicólogos, escritores e outros.
  8. O simpático: se dá muito bem com pessoas. Ouve bastante, comunica-se eficazmente tanto com palavras como com o corpo, gosta de trabalhar em equipe e é sociável. Tem facilidade em saber o que o outro está sentindo e analisar sob diferentes pontos-de-vista. Presente em líderes motivacionais, empreendedores.
Conseguiu se encontrar? Alguns tipos são mais dificeis que outros, mas é importante destacar que todos nós temos as 8 inteligências, a forma como ela está distribuída é que define nossas habilidades — e basicamente quem você é. Isso explica porque algumas pessoas são ótimas em história e péssimas em matemática; ou são grandes funcionários em uma empresa e medíocre em outra (que não exploram as habilidades certas).
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Seja inteligente e principalmente criativo. Recomendo o post: Seja criativo assim como Einstein o foi.

quinta-feira, agosto 11, 2011

Liderança: dicas para contratar pessoas !!!

á tratamos aqui sobre vários temas que navegam pelo cotidiano corporativo. Antiempreendedores e lideranças infantis não tiveram sossego nos nossos textos. Atacamos as modinhas inúteis de gestão e a enrolação corporativa de uma forma geral. Tudo bem, a intenção foi e continuará sendo abordar a vida empresarial sobe uma ótica crítica e dissociada do chamado “lugar comum”, do óbvio gritante de todo dia.
Mas o fato é que esse enfoque objetiva, antes de tudo, abastecer você (um empreendedor ou um aspirante a ser dono do próprio nariz) com inspiração e conteúdos, que colaborem nessa jornada caótica mas imensamente realizadora, que é transformar projetos e ideias em pura e tangível realidade.
No entanto, nada disso é possível se você não puder contar com uma equipe dotada dos mesmos conceitos e valores. Ou seja, considerando que os sócios e parceiros já foram localizados, chegou a hora de contratar as pessoas certas. Foi pensando nisso, que elaboramos um conjunto de dicas para auxiliá-lo nessa perigosa e arriscada missão.
Vamos lá:
1 – Tenha total clareza do perfil e das habilidades que deseja encontrar no seu futuro colaborador.Esse é o passo fundamental para a pré-seleção produzir uma boa lista de opções, e evitar trazer para uma startup, alguém cujo sonho desde os dez anos de idade era o de entrar em uma grande empresa depois de formado e, após trinta e cinco anos de serviços prestados, receber um relógio de ouro como reconhecimento.
2 – Evite os bajuladores. Essas pessoas tendem a dizer sempre aquilo que você quer escutar. Pode ser até confortável de vez em quando, mas geralmente não funciona e acaba por infantilizar os outros colaboradores, transformando o seu ambiente de trabalho num ninho de enroladores, loucos para agradar o chefe, mas sem produzir nada de realmente importante.
3 – Durante o processo de entrevistas busque a sinceridade, e não aceite frases feitas, tais como “vou vestir a camisa da empresa”. Não acredite nisso, ninguém veste a camisa de ninguém, as pessoas trabalham pelas suas próprias realizações (vestem as próprias camisas). Sendo isso uma realidade, o segredo é convergir os propósitos da empresa com as aspirações das pessoas que deseja contratar. Essa abordagem honesta e realista acaba por atrair profissionais mais verdadeiros, resultando num ambiente de trabalho mais honesto e sólido.
4 – Não prometa nada que não possa realmente cumprir. Isso é fundamental para estabelecer uma liderança respeitada.
5 – Questione com objetividade, tentando compreender o peso dos conceitos de responsabilidade e comprometimento.
6 – Tenha sempre em mente o fato de que formação é sim muito importante, mas não é tudo. Portanto, tente entender como foi a atuação desses candidatos em projetos e trabalhos anteriores. Se foram inconstantes, pulando de um barco para o outro a toda hora, ou se tiveram início, meio e fim; ou pelo menos, início e meio.
7 – Fuja dos performáticos, loucos para impressionar. Como antídoto, direcione a conversa para uma abordagem exaustivamente objetiva e direta.
Por fim, saiba identificar e correr daqueles que observam em você, a grande solução para os seus próprios problemas, mas busque pessoas que tem sede de realizar, de solucionar e transformar.
Depois de encontra-los, por favor, trabalhe para não perdê-los.
Boa sorte!
Gustavo Chierighini, da Plataforma Brasil