quarta-feira, junho 08, 2011

Conectividade digital obrigatória em Janeiro 2012

08/06 - A partir de 1º de janeiro de 2012 todos os usuários do sistema Conectividade Social da Caixa Econômica Federal, utilizado por empresas e contadores para transmitir arquivos de recolhimento do FGTS e prestar informações à Previdência Social, precisarão ter certificação digital emitida no novo modelo ICP-Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras) para continuar tendo acesso ao programa, que passará a ser on-line.


De acordo com Francisco Vinicius de Souza Nobre, coordenador de Sustentação ao Negócio - Administrador FGTS da Caixa Econômica, "antes do novo canal ICP-Brasil, os certificados eram expedidos pela Caixa em mídia disquete, que está totalmente ultrapassada. Para modernizar os processos a Caixa passará a adotar a certificação ICP, que se tornará oficialmente reconhecida pelo governo do Brasil", explica.

Segundo ele, o modelo on-line é mais funcional, pois não necessita de aplicativo para transmissão de arquivos. Basta possuir certificação digital que a empresa estará apta a acessar o conectividade social. Entre as vantagens do novo modelo, Francisco Nobre aponta o aumento da segurança, a agilidade, a modernização da certificação e o atendimento às normas do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI) entre outros benefícios.

Funcionalidade

O canal eletrônico de relacionamento Conectividade Social ICP é disponibilizado gratuitamente às empresas pela Caixa Econômica, para a transmissão, via internet e no ambiente da própria empresa, dos arquivos gerados pelo programa Sistema de Recolhimento do FGTS (SEFIP) e Informações à Previdência Social, sem a necessidade de encaminhamento dos disquetes ao banco quando do recolhimento de FGTS e/ou prestação de Informações à Previdência.

Segundo a gestora de Projetos da Fecomércio-CE, Geórgia Philomeno, a Conectividade Social ICP permite o acesso às informações do FGTS dos trabalhadores vinculados à empresa, informações de admissões e demissões, bem como a realização de outras transações relacionadas à transferência de benefícios à sociedade. Alterações cadastrais e comunicações de afastamento do empregado podem também ser feitas via internet.

Como utilizar

Para ter acesso ao canal Conectividade Social ICP, explica a gestora, é necessário ter um Certificado Social, emitido de acordo com as regras da infraestrutura de Chaves Públicas e Privadas (ICP- Brasil), estabelecidas por uma Autoridade Certificadora, como é o caso da Certisign.

A Certificação Digital neste novo padrão pode ser obtida em qualquer Autoridade Certificadora. A Fecomércio-CE é uma dessas instituições que disponibiliza a emissão do Certificado ICP-Brasil em parceria com a Certisign, desde abril de 2010, com condições especiais e exclusivas, no Estado do Ceará.

Fonte: Diário do Nordeste
Escrito por: Ângela Cavalcante
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terça-feira, junho 07, 2011

Perfis das redes sociais complementam processo de seleção, mas sem substituir os currículos e entrevistas

Publicada em 07/06/2011 às 10h51m
Ione Luques
RIO - Você informa seu endereço de Facebook, Orkut e Twitter junto com seu currículo, no momento de se candidatar a uma oferta de trabalho? Pode parecer estranho, mas, em tempos de redes sociais, muitas empresas estão lançando mão desta estratégia como mais uma etapa do processo de seleção de novos funcionários. Já não é raro nos depararmos com anúncios nos classificados ou em sites de consultorias de RH pedindo que os candidatos passem seus endereços nas redes de relacionamento juntamente com seus dados profissionais.
Jacqueline Resch, sócia-diretora da Resch Recursos Humanos, empresa de recrutamento e seleção de executivos para cargos de gerência, afirma que, uma vez que a empresa já utiliza as informações das redes sociais em seu processo de seleção, incluir em seus anúncios que as mesmas serão analisadas torna o processo transparente para o candidato .
- O candidato fica a par das regras do jogo e sabe que será avaliado também em sites de relacionamento pessoal - ressalta a consultora, informando que, na Resch, são avaliados apenas os sites de relacionamento de trabalho, como o LinkedIn, como foco em informações profissionais.
Embora eficiente para que o empregador possa enxergar o candidato pelo lado comportamental e ser um material forte a ser levado em conta na hora da seleção, os perfis nas redes sociais não substituem o currículo ou os processos de entrevistas, acredita Celso Georgief, da Agnis Recursos Humanos. Segundo ele, o momento de ficar frente a frente com o candidato é precioso.
- É nesse momento que o profissional de RH valida esses aspectos, ou seja, eventuais informações obtidas nas redes sociais servem como apoio. São etapas fundamentais hoje e, acredito, ainda serão por um bom tempo.
José Augusto Figueiredo, COO da DBM na América Latina e presidente do ICF Brasil, International Coaching Federation, vê o uso das redes sociais como uma grande alternativa para apoiar o currículo:
- A mídia social complementa o currículo, que traz informações do passado do candidato, já que, ao se expressar nas redes, a pessoa revela como pode contribuir no futuro.
Para Jacqueline, resta saber qual é o procedimento de empresas que usam as redes como critério de seleção com candidatos que não participam delas.
- Já ouvi comentários de que isto seria um indicador de desatualização. Não posso concordar com isto, nem todo mundo que opta por estar fora das redes está desatualizado. Me parece uma visão bem preconceituosa e nós, entrevistadores, temos que tomar cuidado para não avaliar candidatos com base em nossos valores e escolhas pessoais .
Ela acrescenta que, se esta é uma crença da empresa contratante, aí sim passa a ser critério seletivo .
Na visão de Figueiredo, no entanto, é inexorável participar das redes sociais. No Congresso da ASTD, nos Estados Unidos, um dos maiores eventos de RH do mundo, onde esteve recentemente, a quantidade de empresas ligadas às mídias sociais é impressionante, diz ele. O que mais chamou a atenção do executivo é o fato de que quem não participa das mídias sociais tem grandes chances de se tornar irrelevante para o mercado de trabalho:
- O futuro que se vislumbra é que as pessoas participem de forma mais consistente, com mais conteúdo, não só com abobrinhas. O que vale é se colocar nas redes opiniões sobre temas importantes, revelar como se percebe do ponto de vista de suas competências, que empresas admira e qual a sua contribuição para o mercado corporativo. É um caminho sem volta.

segunda-feira, junho 06, 2011

Indústria pede à Receita prioridade na desoneração da folha

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – O setor industrial quer que a Receita Federal priorize a desoneração da folha de pagamento. A solicitação foi feita pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, ao secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Freitas Barreto. De acordo com Skaf, a medida seria uma forma de contrabalançar as perdas da indústria com a valorização do real.
“Coloquei para ele que a indústria é o filho doente. Hoje, o comércio não está doente, o real está sobrevalorizado e o dólar baratinho. As importações, baratas, que até beneficiam o comércio; os serviços também não estão sentindo. Agora, a indústria está sendo injustiçada. Então, nós precisamos da desoneração da folha de pagamento, a começar pela indústria”, afirmou Skaf após o encontro com o secretário.
De acordo com o presidente da Fiesp, o impacto que o governo terá com a desoneraração a folha de pagamento da indústria será R$ 18 bilhões, enquanto a desoneração de todos os setores da economia poderá chegar a R$ 90 bilhões. A indústria defende que a folha do setor seja desonerada em 10% ainda este ano e em mais 10% em 2012.
Skaf cobrou do secretário uma ação mais “dura” da Receita contra o desvio e o contrabando de produtos importados. O presidente da Fiesp afirmou que Barreto concordou com a cobrança. “É obrigação da Receita, ele não pode falar que não vai endurecer. Nós estamos pregando a legalidade, contra a ilegalidade, contra a deslealdade não tem como não concordar”, disse. O secretário da Receita não falou com a imprensa após o encontro.
Edição: Vinicius Doria